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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Reabilitar - A arquitetura da humildade

Reabilitar uma edificação pode não significar executar um restauro integro do pré-existente, tentando fazer "novo" exatamente aquilo que antes foi construido, nem o contrário, de forma a esventrar e marcar drásticamente a intervenção com o nosso cunho atual.
Reabilitar, pode ser a mais humilde das obras, conseguindo "apenas" dar de novo funcionalidade perfeita a tudo aquilo que na edificação já não cumpre a função adequada.
Isso significa manter tudo o que for possível ainda manter, mesmo que com o seu velho aspeto, mas que funciona e cumpre.
Muitas vezes é apenas "reparar" com contenção de custos. È manter a funcionar. È poupar o meio ambiente a impactos ambientais evitáveis.
E é precisa muita humildade na obra. Assumir não precisar de "marcar".
Assim se conseguirá legar algum património passado aos nossos descendentes, pois tudo o que alteramos não fica do passado, mas do presente.
Do presente muita coisa fica agora. Mas com a mesma metodologia que tem vingado na reabilitação atual, na base absoluta adulteração, os vindouros irão fazer o mesmo à obra atual... E do passado muito pouco fica.

Vale apena ler o artigo de Júlio Amorim:
"Algumas considerações sobre uma intervenção cuidadosa"

Ferreira arq

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Debate em 21 Fev 2014 (17:00h): "Avaliação do risco de incêndio em edifícios existentes"

Divulgo o email recebido do Eng Vitor Primo:
"Temos o prazer de anunciar e convidar para o debate "AVALIAÇÃO DO RISCO DE INCÊNDIO EM EDIFÍCIOS EXISTENTES", a realizar no próximo dia 21 de fevereiro, 17h00, nas instalações da Universidade Lusófona do Porto (Rua Augusto Rosa, 28 - PORTO).
Veja breve síntese em anexo.
Não hesite e inscreva-se em http://tiny.cc/j4tt9w (1 minuto!)
PARTICIPAÇÃO GRATUITA.
... ...
No final, solicite o seu Certificado de Presença"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Reabilitação urbana de edificações, juntando fundos privados, sociedades de reabilitação e proprietários

DE 2011.11.15
Artigo do DE com o título "Habitação - Saiba como renovar o seu prédio sem recorrer à banca".
..."O mais complexo é juntar os proprietários e mostrar-lhes que vão obter resultados da reabilitação do seu prédio ou fracção dentro de pouco tempo", reconhece o gestor. "Os exemplos dos fundos para o centro de Coimbra e para o Quarteirão das Cardosas, no Porto, estão a servir de exemplo para a montagem de outros fundos"...
Consultar em:

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

DE - Habitação - Privados apostam 670 milhões na reabilitação urbana

DE - 2011.10.03 - Mónica Silvares
http://economico.sapo.pt/noticias/privados-apostam-670-milhoes-na-reabilitacao-urbana_128099.html
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"Ao todo, a reabilitação urbana vai poder contar com um fundo de mil milhões de euros - "130 milhões de fundos comunitários, 200 milhões de bancos que se mobilizaram e 670 milhões de investidores privados que depois se irão candidatar a estes mesmos fundos" - que servirá para financiar sucessivas operações. "Trata-se de angariar fundos públicos e privados para financiar projectos de desenvolvimento urbano sustentável. A filosofia é de reembolso do capital investido. Os projectos têm de ser sustentáveis por si, não implicam despesa futura, não é um conceito de fundo perdido", explica Almeida Henriques, acrescentando que esta poderá ser uma resposta às dificuldades que o sector da construção está a atravessar, mas também ao financiamento da economia."

sábado, 17 de setembro de 2011

SOL - "80 casas assaltadas por dia com novos métodos"

SOL 20110917
"Se um estranho lhe tocar à campainha para fazer uma vistoria às paredes da casa e resolver infiltrações, antes de tudo desconfie. É que, com este pretexto, dezenas de casas têm sido assaltadas nos últimos meses em vários concelhos de Lisboa."
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http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=28706

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Incentivos à reabilitação urbana - simplificação de procedimentos

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Sobre as recentes alterações legislativas quanto à reabilitação do edificado urbano, saliento alguns pontos do portal do Governo ( pode ser consultado na totalidade aqui ), que incluem algumas simplificações nos procedimentos de constituição das propriedades horizontais nos edificios reabilitados, assim como na obtenção das maiorias para decidir a realização de obras de reabilitação nas partes comuns dos prédios:
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"6. Quais os edifícios abrangidos pelo novo procedimento especial para obras de reabilitação urbana?
Os edifícios abrangidos são:
a) Edifícios que estejam numa área de reabilitação urbana; ou
b) Edifícios cuja conclusão da construção tenha ocorrido há mais de 30 anos.
As obras a realizar nestes edifícios têm cumulativamente que:
a) Preservar as fachadas principais do edifício com todos os seus elementos não dissonantes, com possibilidade de novas aberturas de vãos ou modificação de vãos existentes ao nível do piso térreo;
b) Manter a altura máxima do edifício, com possibilidade de construção de mais um piso, através do aproveitamento do vão da cobertura.
Não estão incluídos neste procedimento os edifícios classificados.

7. Quem é a entidade competente para deferir estes pedidos?
A competência é da câmara municipal, que pode designar uma equipa de projecto ou uma entidade gestora.

8. Que medidas foram adoptadas para simplificar a realização de obras nas partes comuns dos prédios?
Reduziram-se as maiorias necessárias para aprovar a realização de certas obras nos condomínios, que permitem melhorar as condições dos edifícios e aumentar a sua qualidade e conforto.
Para a colocação de elevadores, de rampas de acesso e de gás canalizado nos condomínios, reduzem-se as maiorias necessárias dos votos dos condóminos: passa a exigir-se o acordo da maioria dos condóminos, quando até agora se exigia uma maioria de 2/3.

9. Que medidas foram adoptadas para simplificar a constituição da propriedade horizontal?
Para constituir a propriedade horizontal, passa a ser suficiente uma declaração de técnico legalmente habilitado. Estes profissionais subscrevem um termo de responsabilidade específico e deixa de ser necessário obter qualquer certificação pela câmara municipal."
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Poderá também consultar no portal do Governo o Painel sobre a Reabilitação Urbana - Iniciativa para a competitividade e o emprego ( consultar aqui ).
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Humidade por condensação - Patologia grave na construção



Esta questão das humidades e infiltrações de água é muito importante para a manutenção das edificações de utilização colectiva.

A humidade por infiltração é mais facilmente identificável, já que normalmente provoca estragos rapidamente.

O que acontece com as humidades de condensação é que, não sendo normalmente reconhecidas por muitos, são confundidas com as humidades de infiltração, andando algumas pessoas anos há procura de "por onde é que a água entra para alí?", sem contudo conseguir impedir essa sua "infiltração".
E como se trata de uma invasão "lenta", nem sempre se dá a atenção devida. Após algum tempo pode-se estar perante um degradação generalizada, de custos de reparação muito elevados.
Para além disso, normalmente estas humidades de condensação, no interior dos espaços das edificações, pelo desenvolvimento contínuo de fungos e parasitas criam condições de insalubridade graves, com relexos nas vias respiratórias dos utilizadores destes espaços. Bronquites, asmas, pneumonias, etc. agravam-se nestas condições.

O exemplo das fotos é bom para esclarecer este caso, pois o "riscado" das vigotas pré-esforçadas entre as abobadilhas é um dos principais prenûncios desta patologia.
Temos o tecto de uma galeria exterior de um prédio, no rés-do-chão de um grande edifíco de utilização colectiva, que tem por cima, no primeiro andar, salas e quartos de habitações - compartimentos secos e aquecidos, sem quaisquer tubagens de águas.
Do 1º andar não vem água para este tecto da galeria exterior.
Mas o tecto apresenta vestígios explícitos de fungos, que provam uma abundante existência de humidades.
E da mesma forma no pavimento do 1º andar, onde será vulgar aparecerem pequeníssimas bolhas de água cobrindo o revestimento do pavimento, nos dias mais rigorosos do inverno. Nos revestimentos em madeira, tais como o parquet, isto será desastroso, pois em poucos anos este terá que ser substítuido.
Ora trata-se de humidade de condensação,  nos mesmos termos que acontece nas janelas de vidro simples, no inverno, em que escorre água abundantemente.
O tecto da galeria exterior está frio e os compartimentos superiores estão aquecidos, criando um diferencial térmico onde se fazem as condensações da humidade. Depois desenvolvem-se os fungos, agravando as condições de aparência e principalmente a durabilidade dos materiais, assim como condicionando as condições de habitabilidade.

Saliento esta questão, pois, não sendo fácil reconhecer pelos que não são especialistas nesta área, é relativamente simples de solucionar, bastando para isso aplicar um isolamento térmico no tecto da galeria.
Este impedirá a ponte entre o diferencial térmico exterior e a face superior do pavimento, acabando aí com as humidades e a deterioração do revestimento do pavimento, assim como com a aparência degradante dos tectos da galeria.

Uma das alternativas é efectuar directamente no tecto da galeria o revestimento térmico no sistema capoto, mas existem muitas outras soluções, com melhor ou pior acabamento.
Ferreira arq